18 de mai. de 2013

Teste

Soneto 1
Dentre os mais belos seres que desejamos enaltecer,Jamais venha a rosa da beleza a fenecer,Porém mais madura com o tempo desfaleça,Seu suave herdeiro ostentará a sua lembrança;Mas tu, contrito aos teus olhos claros,Alimenta a chama de tua luz com teu próprio alento,Atraindo a fome onde grassa a abundância;Tu, teu próprio inimigo, és cruel demais para contigo.Tu, que hoje és o esplendor do mundo,Que em galhardia anuncia a primavera,Em teu botão enterraste a tua alegria,E, caro bugre, assim te desperdiças rindo.Tem dó do mundo, ou sê seu glutão –Devora o que cabe a ele, junto a ti e à tua tumba.
Shakespeare

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